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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

ABC da computação em nuvem

Pra quem tinha dúvidas sobre o funcionamento, manutenção e custos da tão aclamada "computação em nuvem".


Por Paul Korzeniowski / InformationWeek EUA
23/11/2009

"Entenda o que os termos e as tecnologias significam..."

"Você percebe as pessoas te olhando estranho cada vez que você fala em computação em nuvem? Você não está sozinho. A VersionOne, fornecedora de software de gerenciamento de projetos, perguntou para 110 profissionais sêniores de finanças o que significava o termo "computação em nuvem" e 67% respondeu "não sei".

Considere isso como seu slide de introdução na sua próxima apresentação sobre estratégia de computação em nuvem. A InformationWeek EUA examinou o mercado em cinco categorias: infraestrutura como serviço, plataforma como serviço, software como serviço, armazenamento como serviço e nuvens híbridas, que combina as quatro categorias anteriores com data centers locais. Entenda mais sobre cada um:

Software como serviço: automoção de força de venda foi uma das primeiras áreas em que software online de entrega corporativa ganhou tração, liderada pela Salesforce.com, que hoje tem renda anual superior a US$ 1 bilhão. Software como serviço, ou SaaS, substitui os custos com licenças por assinaturas mensais, além de geralmente ser mais fácil de implementar, manter e atualizar, já que os funcionários precisam apenas acessar um website para ter acesso ao aplicativo. SaaS tem se expandido para quase todas as categorias de aplicativos e é o modelo preferido de software as empresas iniciantes.

Infraestrutura como serviço: isso envolve a compra de servidores online com capacidade sob demanda de fornecedores como a Amazon, a IBM, a Microsoft, a Rackspace, a Savvis e a Verizon. Os clientes pagam por poder de computação baseado em consumo, de forma parecida com eletricidade. Os servidores virtualizados são, geralmente, oferecidos com variadas configurações, o que permite que o usuário escolha o processador, a memória, o sistema operacional e mais.

Amarzenamento como serviço: no mesmo modelo "paga-quanto-consome". Com o aumento no volume de dados, os fornecedores de armazenamento como serviço, como a Carbonite, a EMC, a IBM, a Seagate e a Symantec dizem que podem reduzir o preço ao assumir o gerenciamento do armazenamento e separar os clientes dos custos associados à atualização de hardware.

Plataforma como serviço: os desenvolvedores que buscam uma maneira conveniente de criar e implementar aplicativos Web usam cada vez mais PaaS. Disponível pelo Google, Microsoft e outras, esses serviços em nuvem vêm com ambiente de desenvolvimento, que tornam os testes e a implementação mais fáceis e confiáveis. Às vezes, os fornecedores unem serviços de infraestrutura com PaaS ou te direcionam para fornecedores de infraestrutura.

Nuvens Híbridas: O modelo de nuvem híbrida tenta unir o modelo de data center local convencional com a capacidade variável que esses modelos de nuvem oferecem. Uma empresa pode comprar capacidade de computação sob demanda para lidar com tráfego de Web em uma grande promoção ou por uma iniciativa de pesquisa sob demanda. Ao invés de comprar hardware que roda com uma capacidade bem mais baixa na maioria das vezes, a abordagem híbrida promete permitir que as empresas rodem seus próprios servidores com utilização mais alta, comprando capacidade de fluxo sob demanda.

Por enquanto, se trata mais de um conceito do que da realidade. As empresas estão criando infraestrutura de nuvem dentro de seus próprios dada centers, usando virtualização e medindo carga para utilização alta. Mas os fornecedores de virtualização dificultam a troca dessas cargas para data centers externos. Fornecedores como a VMware e a Citrix, assim os vendedores de gerenciamento de sistemas, prometem resolver esse problema e tornar o conceito de nuvem híbrida uma opção mais prática."

Oito em cada dez usuários de smartphones se dizem frustrados com conteúdo móvel



Por W. David Gardner | InformationWeek EUA
20/11/2009

"Além do tempo gasto, entrevistados reclamaram da lentidão para carregar páginas e da exigência de percorrer conteúdos irrelevantes"

"O quê, de fato, as pessoas esperam de seus smartphones? De acordo com um levantamento conduzido pela Qualcomm, uma das grandes reclamações dos usuários sobre esses dispositivos relacionam-se a capacidade de encontrar conteúdo.

Cerca de 80%, dos 2,6 mil entrevistados, afirmam não encontrar as informações e os conteúdos desejados.

Além do tempo gasto, os usuários também reclamam da lentidão para carregar páginas, da necessidade de muitos cliques durante a navegação e a exigência de percorrer conteúdos irrelevantes.

Na avaliação da pesquisa, o lado bom de tal cenário reside na grande oportunidade para os fornecedores em otimizar serviços, uma vez que um bom número de entrevistados se diz propenso a consumir mais recursos caso o acesso seja simplificado."

Bradesco lança aplicativo para Android

Por Kátia Arima, da INFO
Quinta-feira, 19 de novembro de 2009 - 16h33

SÃO PAULO – Aplicativo do Bradesco está disponível no Android Market

O programa é gratuito e funciona como um menu para o site mobile, que dá acesso à conta e realização de transações bancárias. É possível fazer transferências, pagamento e agendamento e pagamentos, recarga de celular, consultas de saldos e extratos, entre outros serviços.

Utilizando o GPS, o programa permite encontrar no Google Maps os pontos de atendimento do Bradesco mais próximos do local.

O programa foi desenvolvido em 20 dias pela Meantime, empresa incubada no Cesar (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife). “Acreditamos que o Android será uma das plataformas mais populares nos smartphones no ano que vem”, diz o gerente de projetos e inovações do Bradesco, Jonatas Almeida Brisotti.

Nas próximas versões do aplicativo, o Bradesco pretende ter avanços como a lista de telefones das agências embarcados no aplicativo, que possa ser acessada mesmo offline, diz Brisotti. A empresa também trabalha que para o programa, no futuro, sirva como o token e emita uma senha eletrônica.

Para baixar a aplicação, basta acessar o Android Market direto do dispositivo móvel e fazer uma busca com a palavra “Bradesco”.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Jogos da OnLive rodarão no iPhone em breve

De MAC+

Por Luciano Hagge Dias em 17 de novembro de 2009

"Uma das mais populares plataformas de jogos online do momento, a OnLive, provou essa semana que o seu serviço de jogos baseado na computação em nuvem, onde todo o processamento dos gráficos pesados é feito em um servidor central e transmitido para a sua TV ou seu PC, também será capaz de rodar em dispositivos móveis, particularmente iPhones.

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Steve Perlman, fundador e CEO da OnLive, fez uma demonstração ao vivo do serviço rodando simultanemante em dois iPhones, um computador e uma televisão. Perlmam afirmou que as diversas partes da interface gráfica dos jogos se encaixaram perfeitamente na tela multitoque do iPhone, mas fez questão de frisar que ainda há muito trabalho pela frente e que o primeiro passo é focar apenas nos elementos sociais e de comunidade do site de jogos.

Uma data de lançamento oficial não foi confirmada pelo CEO, que alegou precisar ainda de aprovação de algumas empresas fabricantes de celulares e aparar as arestas do serviço para poder disponbilizá-lo para o grande público."

Nintendo admite perda de mercado se nao puder se diferenciar do iPhone

De MAC+

Por
Cassio Diego Campos em 11 de novembro de 2009

iPhone Nintendo DS

"Atualmente existem uma infinidade de jogos com boa qualidade sendo vendidos na App Store, o que torna o iPhone e iPod touch excelentes ferramentas para jogos portáteis. A Nintendo, fabricante do Nintendo DS, enfrenta uma queda de lucros, no último trimestre deste ano. Seu lucro líquido foi de 64 bilhões de ienes, quase metade do obtido no mesmo período do ano passado, 133 bilhões de ienes.

Destacando a competição recém-descoberta entre a Apple e a Nintendo, o jornal The Wall Street noticiou que a Nintendo tem despertado vários potenciais desafiantes em portáteis, mas ainda não é páreo para um iPhone.

Para combater o desinteresse na sua plataforma Nintendo DS, a companhia vai lançar este mês um novo formato para o hardware no Japão e no próximo ano nos Estados Unidos. O Nintendo DSi LL como será conhecido contará com uma tela dupla de 4.2 polegadas e custará em média US $222 no Japão.

A Nintendo e seu presidente, Iwata, disseram acreditar que iPhone atrai diferentes um mercado variado de jogos, enquanto que hardwares dedicados como o DS oferecem títulos únicos indisponíveis em qualquer outro lugar. Entre eles, estão franquias exclusivas da Nintendo como Mario e Zelda.

Este ano, grandes desenvolvedores trouxeram títulos como Tetris, The Sims 3 e Metal Gear Solid Touch para o iPhone e iPod touch. Eles ajudaram a App Store da Apple atingir a marca de mais de 100 mil aplicativos disponíveis."

Jogos para iPhone aquecem o mercado

De MAC+

Por Marco Andrei Kichalowsky em 2 de setembro de 2009

"Em meio à crise, o mercado de jogos comemora lucros e sucesso. Entre eles, ninguém melhor do que a Gameloft para aproveitar os bons ventos de seu setor. Em nota oficial, a empresa divulgou seus resultados financeiros para o segundo semestre de 2009, e dedicou grande parte de seus louros ao mercado de jogos “móveis”.

Com um crescimento anual de 20%, a Gameloft declarou que 95% desse percentual se deve ao setor de jogos para celular. Em relação os ganhos de US$ 85,4 milhões a empresa diz que US$ 13,8 milhões vieram desse mercado. Com títulos vendidos de US$ 2,99 a US$ 9,99 é impressionante imaginar o número de downloads realizados para que se chegasse a esse ganho.

Além de acertar a mão com sua loja online que disponibiliza download de jogos para diversos consoles como Nintendo DS e Wii, Xbox 360 e PSP, ela também viu seus lucros crescerem ao oferecer títulos para plataformas mobile como Symbian, Android, J2ME e iPhone.

Com 35 jogos lançados para o iPhone, a Gameloft pôde ver 18 de seus títulos figurarem na lista dos 10 mais vendidos da App Store da Apple. Jogos como UNO, Terminator Salvation, Gagstar: West Coast Hustle, Guitar Rock Tour 2 e Assasin’s Creed: Atlair’s Chronicles estão entre os títulos mais comercializados. A empresa declarou que o celular da APple continua sendo sua plataforma número 1.

Graças aos bons resultados, a Gameloft informou que irá revisar seus planos para o resto de 2009, e deverá publicar novas previsões no dia 28 de outubro."

Controle seu iPhone com um WiiMote

De MAC+

Por Marco Andrei Kichalowsky em 5 de agosto de 2009

"O programador Matthias Ringwald publicou um vídeo no YouTube para demonstrar os recursos oferecidos por seu projeto BTstack. O objetivo é disponibilizar uma biblioteca de suporte ao padrão Bluetooth para dispositivos em que este suporte não está disponível ou está desabilitado, como o iPhone. Com isso, seria possível fazer o celular se comunicar uma variedade de dispositivos Bluetooth, incluindo o WiiMote, bastão que controla o console de jogos Wii.

No vídeo, podemos ver um modelo virtual 3D de um WiiMote sendo controlado pela movimentação de um WiiMote de verdade. O controle é feito através de uma conexão Bluetooth com um iPhone rodando o software desenvolvido por Ringwald.

Em outro vídeo, o desenvolvedor demonstrou um jogo de corrida sendo controlado por um Zeemote, controle dedicado a celulares, mas que não tem suporte para iPhone por restrições do sistema operacional. Na descrição do vídeo, Ringwald explica que para controlar o jogo, o movimento dos acelerômetros do iPhone é substituído pelos dados de movimentação do joystick, providos por seu software.

Mais informações sobre o projeto BTstack podem ser vistas na sua página no Google Code."

Apple quer entrar de cabeça no mercado de games

De MAC+

Por Luciano Hagge Dias em 17 de novembro de 2009
"Seguindo a tendência atual de crescimento nas vendas dos seus dispositivos móveis, leia-se iPhone e iPod touch, a Apple parece querer entrar de cabeça no mundo dos games, como mostra o mais recente anúncio de vaga disponível no seu quadro de funcionários: Game/Media Software Engineer.
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A descrição do candidato aborda alguém com grande experiência em interação multimídia, três a quatro anos de experiência em desenvolvimento de jogos eletrônicos, jogador apaixonado e que tenha lançado pelo menos um título nível AAA.
Aparentemente a Apple quer começar a desenvolver seus próprios títulos de jogos em casa e entrar em um dos mercados mais lucrativos da área de tecnologia. Alguns analistas afirmam que o lucro da empresa com jogos vendidos na App Store pode subir de US$ 46 milhões para US$ 2.8 bilhões, uma quantia difícil de se ignorar."

Mac OS clássico ganha cliente para o Twitter

MAC+

Por Luciano Hagge Dias em 18 de novembro de 2009.

"Para quem não consegue se livrar do vício de tuitar nem quando senta à frente de seus clássicos Macs da década de 90, finalmente está disponível um aplicativo para curar a sua crise de abstinência. O Grackle68k funciona em todas as versões do Mac OS anteriores ao X, desde o System 6 até o Mac OS 9.

O Grackle68k pode não ser lá muito prático, mas funciona: ele não guarda seu nome de usuário e senha, por exemplo, exigindo que se tenha que digitá-los todas as vezes que você tiver algo a dizer via Twitter. Mas isso é um problema simples de se resolver, basta usar o ResEdit para editar o código do aplicativo na mão.

Dentre os novos recursos da versão 0.9, agora não é mais preciso clicar no botão OK, basta apertar a tecla Enter no seu teclado, um ótimo recurso visto que quando se move a janela do programa, durante o redesenho da tela, o botão de OK some da interface."

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Privacidade: ela acabou. E agora?


Informações online podem ser usadas contra você. O que faria se seu concorrente tivesse acesso a dados pessoais e a arquivos confidenciais?

por Tagil Oliveira Ramos | especial para IT Web
17/11/2009

"Ao se preparar para curtir o feriadão de 12 de outubro, a jornalista Rosana Hermann não tinha a mínima ideia da tragédia que lhe aconteceria. Junto com a família viajou sem preocupações para balneário de Águas de São Pedro, a 180 quilômetros de São Paulo. No sábado, dois dias antes da data comemorativa da padroeira do Brasil, ela curtia a casa e os cachorros. Foi quando aconteceu algo que tirou a paz de seu fim de semana.

Twitteira incansável, Rosana é daquelas que fotografa o prato do almoço e publica para todo mundo ver. Naquele dia, não foi diferente. Filmou a cadela Lilly nos braços e tentou enviar para o arquivo para o Twitcam, um serviço que mostra vídeos ao vivo na internet. Não funcionou. De repente, ela foi desconectada do Twitter. Em seguida, descobriu que seu nome de usuário (username) havia sido mudado para Brunomalhaes.

Rosana sentiu um aperto no coração. Alguém havia roubado sua senha e controlava seu perfil. "Fiquei muito preocupada", confessa. "Primeiro porque tive medo que o hacker postasse coisas horríveis em meu nome." O que estava em jogo era a própria credibilidade da profissional, caso o intruso começasse a teclar por ela.

Além disso, se não fossem recuperados os registros, Rosana perderia, num só dia, sua audiência no Twitter, cerca de 40 mil pessoas que acompanham suas mensagens. Além disso, os quatro mil perfis que ela segue e mais de vinte mil mensagens postadas, registradas ao longo de mais de 2,5 anos de atividade "tuiteira".

O que Rosana passou qualquer pessoa pode um dia viver. Num mundo em que se envia uma quantidade enorme de informações pessoais em arquivos digitais, algumas informações que precisam ficar sigilosas podem cair em mãos perversas. A privacidade online passa então a ser um bem de valor fugaz e inestimável. O ruim disso é que, geralmente, só damos valor a ela, quando a perdemos. E a pior notícia: parte da culpa é do próprio usuário, por causa de hábitos descuidados e por não adotar recursos de segurança.

"As pessoas se expõem muito no ambiente online, achando tudo muito natural", alerta André Carrareto, gerente de engenharia da Symantec. "É preciso refletir que algumas informações inseridas em sites de relacionamento podem ser usadas para prejudicar o próprio autor." Segundo ele, ainda estamos todos aprendendo a lidar com o ambiente de liberdade digital oferecido pelas redes sociais.

O grande desafio é saber onde termina o público e começa o privado. Pouquíssima gente, por exemplo, lê os enunciados da política de privacidade de um site. Ninguém tem paciência para isso. Clica-se o botão de "aceito", respira-se fundo e se começa a usar os serviços oferecidos. Este inocente hábito pode ser o início de uma tremenda dor de cabeça.

"A quebra de privacidade pode gerar problemas graves e levar à abertura de processos criminais", expõe o advogado Renato Opice Blum, especializado em crimes digitais. De acordo com ele, sempre que existe a "expectativa de privacidade" e ela é violada, é possível a vítima exigir reparação por perdas e danos. "Já existe jurisprudência sobre o assunto, mas ainda há 5% dos casos em que não existe nenhuma cobertura."

Quer um exemplo? Se um cracker invade o computador de alguém e bisbilhota todos os seus segredos, sem praticar outros atos, a legislação brasileira não tem como enquadrar sua ação como crime. No entanto, geralmente, o invasor não fica somente na "xeretagem". É quando começa a praticar atos puníveis pela lei.

No caso da jornalista Rosana Hermann, por exemplo, caso fosse descoberta a identidade do invasor, ele poderia responder a um processo criminal por falsa identidade. Além disso, uma causa cível de perdas e danos poderia ser aberta. É claro que Rosana se sente vitimada. A comunicadora reclama: "É um transtorno sem sentido, como se você recebesse uma multa por infração de trânsito sem nem ao menos ter um carro. Pagar uma pena sem ter feito nada de errado é muito injusto."

Seu caso teve um final "quase" feliz. A equipe do Twitter a ajudou a recuperar a maioria dos registros. Voltaram seus seguidores e seguidos. A felicidade só não foi completa porque o hacker apagou mais de 20 mil postagens. Elas foram parcialmente recuperadas. Mas o prejuízo foi perpetrado. "Perdi muito tempo da minha vida pesquisando no Google, pegando posts em memória cache, colocando os favoritos ou repostando-os", diz Rosana.

Depois do acontecido, a jornalista não mudou muito seu comportamento. "Apenas troquei de senha, tornando-a bastante complexa", revela. Rosana, apesar de comentar praticamente tudo que lhe acontece no dia a dia, não sente sua privacidade invadida. "Nunca conto intimidades", explica. "Não falo sobre minha família, só sobre mim."

É perfeitamente possível, por exemplo, saber onde Rosana está durante seu cotidiano. Ela já foi prejudicada por isso, quando viajou ao México e teve seu cartão clonado no hotel. Segundo ela, o fraudador gastou milhares de dólares sem sua autorização. "Acho a localização o menor dos problemas", opina. "A vida real é totalmente interligada com o mundo online, não há diferença em termos de segurança."

Rosana parece conformada com a perda da privacidade. "Na minha opinião, ela só vai existir num círculo de raio muito pequeno, numa parte da sua casa. Neste momento, por exemplo, se seu celular estiver ligado, sua operadora saberá onde você está. A privacidade acabou.""

Exclusão Digital é a prova da desigualdade mundial





As sessões do Fórum de Governança da Internet da ONU começaram neste domingo, 15/11, em Sharm el-Sheikh, onde até a próxima quarta-feira (18) serão analisados diferentes aspectos da situação na rede

Da redação
Convergência Digital :: 16/11/2009

"Ao abrir o evento, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais, Sha Sukang, chamou a atenção sobre a exclusão digital que divide aqueles com acesso à internet dos que não têm contato com a rede.

"A brecha é ampla, especialmente para milhões de africanos e árabes. Em 2005, 50% das pessoas de países desenvolvidos tinham acesso à internet, frente aos 9% dos países em desenvolvimento", disse. Hoje, destacou, 70% da população dos países desenvolvidos têm internet, frente aos 17% das pessoas dos países em vias de desenvolvimento, disse.

"São colocadas questões sobre como integrar a todos, melhorar o acesso nas diferentes línguas, isso é, o que devemos ajustar especialmente diante dos Objetivos do Milênio da ONU para 2015", acrescentou.

O IGF 2009 tem como tema "Governança da Internet: Criando Oportunidades para Todos". Representantes de diversos organismos e empresas no fórum analisarão temas como a segurança, a abertura, a privacidade, o acesso, a diversidade e a gestão dos recursos críticos na rede.

Jerry Yang, um dos fundadores do portal Yahoo!, ressaltou a capacidade da rede de ligar as comunidades do mundo, graças a "sua abertura, liberdade de expressão e capacidade de gerar a participação de todos".

O Fórum de Governança da Internet foi criado dentro da ONU por ocasião da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação de 2005. O encontro no Egito é o quarto, depois dos realizados em Atenas, Rio de Janeiro e Hyderabad (Índia).

*Com Agências Internacionais"

Supercomputadores com milhões de núcleos chegarão em 2018

O investimento é em sistemas com escala de exabytes, equivalente a um quintilhão de cálculos por segundo, para solucionar grandes problemas globais

Por IDG News Service
17 de novembro de 2009 - 07h00

"O mundo da tecnologia presencia uma corrida além do desenvolvimento de tecnologias emergentes e inovações: o desenvolvimento de supercomputadores com poder bastante superior aos atuais, para resolver alguns dos problemas globais mais importantes, como mudanças climáticas e a necessidade de baterias para carros com duração muito longa.

Essas máquinas são vistas como a salvação, ao permitir que pesquisadores criem visualizações tridimensionais para executar infinitos ambientes, com número muito grande de detalhes. Estima-se que o desempenho necessário deve estar na escala de exabytes exascale, o que representaria um quintilhão (um milhão de trilhões) de cálculos por segundo. Para se ter uma ideia, cinco exabytes (EB) equivaleriam a todos os tons de cada palavra já pronunciada pela humanidade.

Os supercomputadores de hoje, no entanto, estão longes de atender a esse requisito. Segundo uma lista divulgada recentemente, o sistema mais rápido do mundo, do Oak Ridge National Laborarty, é o Cray XT5, com 224,256 núcleos de processamento, de microprocessadores Opteron com seis núcleos, fabricados pela AMD. Conhecido como Jaguar, ele é capaz de atingir 2,3 petaflops de processamento. Cada petaflop equivale a um quadrilhão (mil trilhões) de cálculos por segundo.

Mas esse sistema é apenas uma referência. O Departamento de Energia norte-americano já começou projetos para a construção de um sistema mil vezes mais rápido – um sistema de exascale. A informação é de Buddy Bland, diretor de projetos do Oak Ridge Leadership Computer Facility, onde fica o Jaguar.

Os sistemas de exascale serão necessários para modelos climáticos de alta resolução, produtos de bioenergia e desenvolvimento de smart grids, além do design de fusão de energia. “Há sérios problemas de exascale que não podem ser resolvidos em qualquer tempo razoável com os computadores que temos hoje”, afirmou Bland. Afinal, por mais incrível que os sistemas de supercomputação sejam, eles continuam primitivos, além de ter formatos que consomem muita energia, espaço e dinheiro.

O Departamento de Energia, responsável por financiar muitos dos maiores sistemas do mundo, planeja duas máquinas, para algo entre 2011 e 2013, com capacidade de aproximadamente 10 petaflops, segundo Bland. A escala de exabytes deve ser atingida em torno de 2018.

As grandes mudanças de desempenho tendem a acontecer em intervalos de uma década. A lei de Moore, que diz que o número de transistores em um chip dobrará a cada 18 meses, ajuda a explicar o período de desenvolvimento de dez anos. Mas os problemas envolvidos no desenvolvimento vão além desse conceito.

O Jaguar consome sete megawatts de energia, ou sete milhões de watts. Um sistema de exascale que usa somente núcleos de processamento pode usar dois gigawatts, ou dois bilhões de watts, segundo Dave Turek, vice-presidente de computação aprofundada da IBM. “Isso é o mesmo consumo de uma usina nuclear de tamanho médio. É uma proposta insustentável para o futuro.”

Estimativas do tamanho desse sistema sugerem algo entre dez milhões a 100 milhões de núcleos. ”Achamos que exascale é um padrão de 100 milhões de núcleos, e parece que não existe nenhuma alternativa”, disse Turek.

Esses sistemas futuristas terão que usar menos memória por núcleo, e precisarão de uma banda maior de memória. Máquinas usando 100 milhões de núcleos terão falhas constantes, e as ferramentas para lidar com elas terão que ser repensadas “de maneira dramática”, completou Turek.

Antes que a era do exascale chegue, os sistemas em escala de petabytes continuarão a crescer e os esforços financeiros dos governos para construir sistemas massivos aumentam. A Fujitsu planeja um computador de 10 petaflops em 2011 para o Instituto de Pesquisas Físicas e Químicas do Japão, e a China já alcançou essa escala."